Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Copiado para a área de transferência

Abra o Facebook e cole na sua publicação.

Primeira Leitura Is 50:4-7

O Senhor deu-me língua de discípulo, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado: ele me chama pela manhã, pela manhã desperta os meus ouvidos, para que eu o ouça como discípulo. O Senhor Deus abriu-me o ouvido, e eu não o contradisse, não me afastei para trás. Entreguei o meu dorso aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me injuriavam e cuspiam. O Senhor Deus é o meu protetor, por isso não me senti confundido, por isso tornei a minha face como uma pedra duríssima sabendo que não ficaria envergonhado.

Salmo Responsorial Sl 22:8-9, 17-18, 19-20, 23-24

Todos os que me vêem, escarnecem de mim, franzem os lábios, meneiam a cabeça (dizendo): "Esperou no Senhor: livre-o, salve-o, se é que o ama."

Com efeito, me rodeiam muitos cães (raivosos), uma turba de malfeitores me cerca. Traspassaram as minhas mãos e os meus pés, posso contar todos os meus ossos. Eles, porém, olham e, vendo-me, se alegram;

repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha túnica. Mas tu, Senhor, não estejas longe de mim: meu amparo, apressa-te a ajudar-me.

Anunciarei o teu nome aos meus irmãos, no meio da assembleia te louvarei. "Vós que temeis ao Senhor, louvai-o; vós todos, que sois a descendência de Jacob, glorificai-o: tema-o toda a posteridade de Israel.

Segunda Leitura Fl 2:6-11

o qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma usurpação o seu ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido, por condição, como homem. Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte da cruz. Por isso também Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo o nome, de modo que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho no céu, na terra e no inferno, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, na glória de Deus Pai.

Evangelho Mt 26:14-27:66

Então um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, e disse-lhes: "Que me quereis vós dar, e eu vo-lo entregarei?" Justaram trinta moedas de prata. Desde então buscava oportunidade para o entregar. No primeiro dia dos ázimos aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: "Onde queres que te preparemos o que é preciso para comer a Páscoa?" Jesus disse: "Ide à cidade, a casa de um tal, e dizei-Ihe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, quero celebrar a Páscoa em tua casa com meus discípulos." Os discípulos fizeram como Jesus tinha ordenado, e prepararam a Páscoa. Chegada a tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze. Enquanto comiam, disse-lhes: "Em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar." Eles, muito tristes, cada um começou a dizer: "Porventura sou eu, Senhor?" Ele respondeu; "O que mete comigo a mão no prato esse me entregará. O Filho do homem vai certamente, como está escrito dele, mas ai daquele homem, por quem será entregue o Filho do homem! Melhor fora a tal homem que não tivesse nascido." Judas, o traidor, tomou a palavra e disse: "Sou eu, porventura, Mestre?" Jesus respondeu-lhe; "Tu o disseste." Enquanto comiam, Jesus tomou pão e o benzeu, e o partiu, e deu-o a seus discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é o meu corpo." Depois, tomando um cálice, deu graças, e deu-lho, dizendo: "Bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por muitos para remissão dos pecados. Digo-vos: desta hora em diante não beberei mais deste fruto da videira até aquele dia, em que o beberei novo convosco no reino de meu Pai." Depois do canto dos salmos, saíram para o monte das Oliveiras. Então Jesus disse-lhes: "A todos vós serei esta noite uma ocasião de escândalo porque está escrito (Zc. 13, 7): Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão. Porém, depois que eu ressuscitar, irei diante de vós para a Galielia." Pedro respondeu-lhe: "Ainda que todos se escandalizem a teu respeito, eu nunca me escandalizarei." Jesus disse-lhe: "Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante, me negarás três vezes." Pedro disse-lhe: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei." Do mesmo modo falaram todos os discípulos. Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsemani, e disse-lhes: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou acolá orar." E, tendo tomado consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. Disse-lhes então: "A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai comigo." Adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra, e fez esta oração: "Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice! Todavia não se faça como eu quero, mas sim como tu queres." Depois foi ter com seus discípulos, encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: "Visto isso não pudeste vigiar uma hora comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca." Retirou-se de novo pela segunda vez e orou assim: "Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade." Foi novamente, e encontrou-os dormindo, porque os seus olhos estavam pesados (por causa do sono). Deixando-os, foi de novo, e orou terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Depois foi ter novamente com os seus discípulos, e disse-lhes: "Dormi agora e descansai, eis que chegou a hora, em que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos. Eis que se aproxima o que me há-de entregar." Estando ele ainda a falar, eis que chega Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. O traidor tinha-lhes dado este sinal: "Aquele a quem eu der um ósculo, é esse; prendrei-o." Aproximando-se logo de Jesus, disse: "Salve Mestre." E deu-lhe um ósculo. Jesus disse-lhe: "Amigo, a que vieste !" Então avançaram, lançaram mão de Jesus, e prenderam-no. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, desembainhou a sua espada, e, ferindo um servo do sumo pontífice, lhe cortou uma orelha. Jesus disse-Ihe: "Mete a tua espada no seu lugar, porque todos os que tomarem espada (por autoridade própria), morrerão à espada. Julgas porventura que eu não posso rogar a meu Pai, e que ele me não porá aqui logo mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumprirão as Escrituras segundo as quais assim deve suceder?" Depois, Jesus disse à multidão: "Vós viestes armados de espadas e de varapaus para me prender, como se faz a um salteador. Todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo, e não me prendestes. Mas tudo isto aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas." Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram. Os que tinham prendido Jesus Ievaram-no a casa de Caifás, sumo sacerdote, onde se tinham reunido os escribas e os anciãos. Pedro seguia-o de longe, até ao átrio do príncipe dos sacerdotes. E, tendo entrado, sentou-se com os servos para ver o fim de tudo isto. Entretanto os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam algum falso testemunho contra Jesus, a fim de o entregarem à morte, e não o encontravam, posto que se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas. Por último, chegaram duas testemunhas, que declararam: "Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias." Levantando-se, o príncipe dos sacerdotes disse-lhe: "Nada respondes ao que estes depõem contra ti?" Jesus, porém, estava calado. E o sumo sacerdote disse-lhe: "Eu te conjuro por Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus." Jesus respondeu-lhe: "Tu o disseste. Digo-vos mais que vereis depois o Filho do homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do céu." Então o sumo sacerdote rasgou os seus vestidos, dizendo: "Blasfemou; que necessidade temos de mais testemunhas? Eis acabais de ouvir a blasfêmia. Que vos parece?" Eles responderam: "É réu de morte." Então cuspiram-lhe no rosto, e feriram-no a punhadas. Outros deram-lhe bofetadas, dizendo: "Profetiza, Cristo! Diz-nos quem é que te feriu." Entretanto Pedro estava sentado fora no átrio. Aproximou-se dele uma criada, dizendo : "Tu também estavas com Jesus, o Galileu." Mas ele negou diante de todos, dizendo: "Não sei o que dizes." Saindo ele à porta, viu-o outra criada, e disse para os que ali se encontravam: "Este também andava com Jesus Nazareno." Novamente ele negou com juramento, dizendo: "Não conheço tal homem." Pouco depois aproximaram-se de Pedro os que ali estavam, e disseram: "Tu certamente és também dos tais, porque até o teu modo de falar te dá a conhecer." Então começou a fazer imprecações e a jurar que não conhecia tal homem. Imediatamente o galo cantou. Pedro lembrou-se da palavra que lhe tinha dito Jesus: "Antes de cantar o galo, três vezes me negarás." E, tendo saído para fora, chorou amargamente. Logo de manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo tiveram conselho contra Jesus, para o entregarem à morte. Em seguida, manietado, o levaram e entregaram ao governador Pôncio Pilatos. Então Judas, que o tinha entregado, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorsos, tornou a levar as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes, e aos anciãos, dizendo: "Pequei, entregando o sangue inocente." Mas eles disseram: "Que nos importa? Isso é contigo." Então, tendo atirado as moedas de prata para o templo, retirou-se e foi pendurar-se de um laço. Os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram : "Não é licito deitá-las na arca das esmolas, porque são preço de sangue." E, tendo consultado entre si, compraram com elas o campo do Oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por esta razão aquele campo foi chamado campo de sangue, até ao dia de hoje. Então se cumpriu o que foi predito por Jeremias, profeta: Tomaram as trinta moedas de prata, custo daquele cujo preço foi avaliado pelos filhos de Israel, e deram-nas pelo campo do Oleiro, como o Senhor me ordenou. Jesus foi apresentado diante do governador, que o interrogou, dizendo: "Tu és o Rei dos Judeus?" Jesus respondeu-lhe: "Tu o dizes." Mas, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Então Pilatos disse-lhe: "Não ouves de quantas coisas te acusam?" E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que o governador ficou em extremo admirado. O governador tinha costume, por ocasião da festa da Páscoa, soltar aquele preso que o povo quisesse. Naquela ocasião tinha ele um preso afamado, que se chamava Barrabás. Estando eles reunidos, perguntou-lhes Pilatos: "Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus, que se chama o Cristo?" Porque sabia que o tinham entregado por inveja. Enquanto ele estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: "Nada haja entre ti e esse justo, porque fui hoje muito atormentada em sonhos por causa dele." Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse Barrabás e que fizesse morrer Jesus. O governador, tomando a palavra, disse-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte?" Eles responderam: "Barrabás." Pilatos disse-lhes: "Que hei-de então fazer de Jesus, que se chama Cristo?" Disseram todos: "Seja crucificado." O governador disse-lhes; "Mas que mal fez ele?" Eles, porém, gritavam mais alto: "Seja crucificado!" Pilatos, vendo que nada conseguia, mas que cada vez era maior o tumulto, tomando água, lavou as mãos diante do povo, dizendo: "Eu sou inocente do sangue deste justo; a vós pertence toda a responsabilidade." Todo o povo respondeu: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos." Então soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de o ter mandado flagelar, entregou-lho para ser crucificado. Então os soldados do governador, conduzindo Jesus ao Pretório, juntaram em volta dele toda a coorte. Depois de o terem despido, lançaram sobre ele um manto carmezim. Em seguida, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça, e na mão direita uma cana. E, dobrando o joelho diante dele, o escarneciam, dizendo: "Salve, ó rei dos Judeus." Cuspindo-lhe, tomavam a cana e batiam-lhe com ela na cabeça. Depois que o escarneceram, tiraram-lhe o manto, revestiram-no com os seus vestidos, e levaram-no para o crucificarem. Ao sair, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, ao qual obrigaram a levar a cruz de Jesus. Tendo chegado ao lugar, chamado Gólgota, isto é, lugar do Crânio, deram-lhe a beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber. Depois que o crucificaram, repartiram entre si os seus vestidos, lançando sortes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido anunciado pelo profeta: Repartiram entre si os meus vestidos, sobre a minha túnica lançaram sortes (Ps. 21, 19). E, sentados, o guardavam. Puseram por cima da sua cabeça uma inscrição indicando a causa da sua morte: Este é Jesus, o Rei dos Judeus. Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões: um à direita, outro à esquerda. Os que iam passando ultrajavam-no, movendo as suas cabeças, e dizendo: "Ó tu, que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo: Se és Filho de Deus, desce da cruz." Da mesma sorte, insultando-o também os príncipes dos sacerdotes com os escribas e os anciãos, diziam: "Ele salvou outros, a si mesmo não se pode salvar. Se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus: Se Deus o ama, que o livre agora; porque ele disse: Eu sou Filho de Deus." Do mesmo modo o insultavam os ladrões que estavam crucificados com ele. Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. Perto da hora nona, exclamou Jesus com voz forte: "Eli, Eli, lema sabachtani?" isto é: Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? Alguns dos que ali estavam ao ouvir isto, diziam: "Ele chama por Elias." Imediatamente, correndo um deles, tendo tomado uma esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la sobre uma cana, e lhe dava de beber. Porém, os outros diziam: "Deixa; vejamos se vem Elias livrá-lo." Jesus, tornando a dar um alto grito, expirou. E eis que o véu do templo se rasgou em duas parles de alto a baixo, a terra tremeu, as rochas fenderam-se, abriram-se as sepulturas, e muitos corpos de santos, que tinham adormecido, ressuscitaram, e saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, foram a cidade santa, e apareceram a muitos. O centurião e os que com ele estavam de guarda a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: "Na verdade este era Filho de Deus." Achavam-se também ali muitas mulheres que olhavam de longe, as quais tinham seguido Jesus desde a Galileia, subministrando-lhe o necessário. Entre elas estava Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Pela tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. Foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos mandou então que lhe fosse dado o corpo. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol branco, e depositou-o no seu sepulcro novo, o qual tinha mandado abrir numa rocha. Depois rolou uma grande pedra para diante da boca do sepulcro, e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam lá, sentadas defronte do supulcro. No outro dia, que é o seguinte à Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram juntos ter com Pilatos, e disseram-lhe: "Senhor, estamos recordados que aquele impostor, quando ainda vivia, disse: Ressuscitarei depois de três dias. Ordena, pois, que seja guardado o sepulcro até ao terceiro dia, a fim de que não venham os seus discípulos, o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos. Desta sorte, o último embuste seria pior do que o primeiro." Pilatos respondeu-lhes: "Tendes uma guarda, ide, guardai-o como entenderdes. Foram, e tomaram bem conta do sepulcro, selando a pedra e pondo lá uma guarda.